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Aprovação do presidente é a menor para o cargo em 28 anos



23/06/2017- Oslo- O presidente Michel Temer na partida para Brasília. Foto: Beto Barata/PR/FotosPúblicas

A aprovação do presidente Michel Temer (PMDB) é a menor menor para o cargo em 28 anos, disse a pesquisa Datafolha neste sábado, dia 24. Temer possui 7% de aprovação e só fica acima de José Sarney (PMDB), quando em 1989 a crise da hiperinflação minou o campo político do peemedebista. Naquela época Sarney atingiu 5%.

Até a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) tinha números melhores do que Temer na véspera do seu impeachment. Dilma apresentava popularidade de 13% - em 2013 era de 79%.

Aqueles que consideram o governo Temer ruim ou péssimo atingiram a marca de 69% e aqueles que consideram regular atingiram 23%. Segundo a Folha de S. Paulo, Sarney em setembro de 89 atingiu para fins de comparação, 68% de ruim ou péssimo e 24% de regular.

Para se ter uma ideia, Fernando Henrique Cardoso (PSDB) atingiu um mínimo de 13%, no segundo mandato e Luis Inácio Lula da Silva (PT) atingiu seu menor nível no patamar de 28%, nos seus primeiros quatro anos.

A aprovação de Temer no Nordeste ainda é pior: por lá 77% pensam que o governo é ruim ou péssimo; contudo, no Sul, o índice cai e atinge 61%. A população de maior poder aquisitivo, ou seja, aqueles que ganham dez salários mínimos ou mais, veem o presidente com melhor olhar: 15% acham que o governo é ótimo ou bom.

Temer derrete em crise após delação de Joesley

A delação premiada do presidente da J&F, controladora da JBS, uma das maiores processadoras de proteína animal do mundo, atingiu o coração do governo. Temer nunca ostentou bons índices de popularidade, contudo, sua situação piorou desde a delação e a divulgação de um áudio em que o mesmo conversa com Joesley sobre assuntos nada republicanos.

Um deles é uma suposta compra do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB), preso por corrupção a mando do juiz Sérgio Moro, da Justiça Federal do Paraná. Joesley também delatou pedidos de propina do senador afastado Aécio Neves (PSDB), que teria pedido R$2 milhões de reais para custear sua defesa na Lava Jato.

O pior momento, no entanto, foi o ex-assessor do presidente, Rodrigo Rocha Loures (PMDB), sendo gravado com malas no valor de R$500 mil reais. O valor seria uma mesada repassada por Joesley ao mesmo para conseguir resolver assuntos de interesse da J&F. Mensagens de texto recuperadas do celular de Rocha Loures nesta semana, comprovam a proximidade do mesmo com Temer.

Ainda nesta semana, segundo ainda a Folha, a Polícia Federal concluiu que os áudios que foram anexados por Joesley na delação premiada não sofreram cortes ou alterações. As falhas que aparecem na gravação são provenientes do próprio gravador, que para economizar bateria acaba cessando a gravação e prejudicando-a.

Agora o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá apresentar denúncia contra Michel Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Porém, o Congresso Nacional precisa aprovar a abertura de inquérito contra o Chefe de Estado. Caso aprove, Temer será afastado da presidência.

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